Category Archives: amor

Malditos clichês

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Sabe, me disseram que a nossa história ainda não tinha acabado. Eu não quis acreditar, pois essa frase é muito clichê e, além disso, nós dois estávamos devagar, quase parando. Até que chegou o momento que minhas esperanças voltaram. Fiquei muito feliz, contei para todos que haviam me confortado dizendo que tudo ia dar certo. Mas, como sempre, eu me empolguei de mais.

Então, tomei a decisão de nos dar mais uma chance mesmo sabendo que a situação não iria evoluir. Mas o problema é que aparentemente você não quer uma chance. Você só sabe provocar, mas nunca toma uma atitude. Se acha tão homem, mas não tem atitudes de um. O problema é que não tem jeito de te tirar do meu coração. Minha cabeça diz que você não presta, que eu mereço coisa melhor, mas não adianta, o meu coração te guardou a sete chaves.

Lembro como se fosse ontem a primeira vez que nos vimos. Fiquei tão encantada… Mas no dia seguinte já estava decepcionada. Logo percebi que nada saiu como eu havia imaginado. Meses se passaram. Aceitei a situação e até consegui tirar algum aprendizado de tudo isso, mas, mesmo assim, você nunca saiu do meu coração. Por isso me voltou todo aquele sentimento agora que você me procurou. Por que na verdade eu não tinha te esquecido. Mas, aparentemente, mais uma vez, você só está brincando com os meus sentimentos. Está aí se achando o gostoso que seduz todas as garotas da cidade.

Então, só tenho uma coisa a dizer: um dia alguém vai fazer com você a mesma coisa que está fazendo comigo. Acredite; o feitiço sempre volta contra o feiticeiro.

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Martha Medeiros – Felicidade Realista

“De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.”